Ter um teste positivo para o VIH significa que se tem a infecção por este vírus. Quando uma pessoa com o teste positivo já teve ou tem determinadas manifestações oportunistas – infecções e/ou tumores – então, já tem SIDA. SIDA significa Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida. É um conjunto de sinais e sintomas bem definidos que surgem em indivíduos com a infecção pelo VIH.
Diferenças entre VIH-1 e VIH-2 (VIH1 e VIH2 , HIV1 e HIV2)
Ambos são vírus da Imunodeficiência Humana, capazes de provocar a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e com formas de contágio similares. As diferenças mais importantes entre eles são:
O VIH-1 é mais “agressivo”, sendo mais rápido na destruição do sistema de defesa do organismo humano – o sistema imunológico. A evolução da doença é mais rápida nos doentes com VIH-1, comparativamente aos doentes com VIH-2. O período assintomático de infecção é, em média, de 10 anos para o VIH-1 e de 30 anos para o VIH-2.
O VIH-1 transmite-se mais facilmente, ou seja, o contágio de pessoa a pessoa é mais provável do que para o VIH-2.
No Mundo, existem muito mais pessoas infectadas pelo VIH-1 do que pelo VIH-2
O VIH-1 responde melhor e de forma mais previsível aos medicamentos anti-retrovíricos. Alguns dos medicamentos disponíveis são eficazes contra o VIH-1 mas não contra o VIH-2
As secreções vaginais contêm vírus. O contacto do pénis, nomeadamente da glande, com estas secreções infectadas, durante a relação sexual, é a forma de transmissão da infecção da mulher infectada para o homem.
Sim. Durante a relação sexual existe sempre um certo grau de traumatismo e aumento da irrigação sanguínea local. A área de exposição às secreções infectadas na mulher é maior do que no homem (a área da mucosa da vagina é superior à área da glande do pénis). Por outro lado, a quantidade de vírus que existe no sémen resultante de uma ejaculação é superior à quantidade de vírus existente nas secreções vaginais durante uma relação sexual.
O uso de preservativo é essencial mesmo quando as duas pessoas são seropositivas. Se não usarem preservativo, de cada vez que tiverem uma relação sexual estão a reinfectar-se mutuamente o que pode piorar ou acelerar a evolução da doença de cada um. Por outro lado, os vírus de cada um podem ser diferentes, nomeadamente no que diz respeito à sensibilidade e resistência aos medicamentos anti-retrovíricos. Não utilizando preservativo, corre-se o risco de adquirir um vírus com resistência aos anti-retrovíricos e comprometer, assim, o sucesso do tratamento.
Penso que todo o indivíduo seropositivo que tem um parceiro seronegativo deve discutir este assunto com o seu médico antes da ocorrência de um episódio deste tipo. Actualmente existe indicação para se fazer uma profilaxia pós-exposição, ou seja, uma prevenção da infecção, com utilização de medicamentos em situações deste tipo. Não existe certeza absoluta quanto à eficácia desta medida de prevenção. No entanto, quando existe indicação para a tomar, isso deve fazer-se o mais cedo possível após a ocorrência do acidente. Assim, é aconselhável procurarem ambos o médico que segue a pessoa seropositiva a fim de serem tomadas as medidas mais adequadas a cada situação.





